Exposição “Aquilo que nos une” retrata o trabalho de 28 artistas na Caixa Cultural São Paulo

A mostra reúne obras de arte que utilizam linha, agulha, bordado e afeto como fio condutor de suas expressões poéticas

  • 28 Março 2017
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Obra Contingente, Adriana Varejão

A exposição “Aquilo que nos une” apresenta 40 obras de artistas que utilizam a costura e o bordado como expressão poética  ou relacionam sua arte de maneiras variadas e com a atividade secular de manusear tecidos, linhas e agulhas. A mostra – sob a curadoria de Isabel Sanson Portella – reúne 28 artistas de diferentes gerações que lidam de maneiras variadas com o ato de costurar e compõem, nesse campo, conceitos subjetivos e peculiares de tempo, espaço e convívio social.

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Obra Variáveis Anna Bella Geirger

Entre eles destacam-se as obras de: Bispo do Rosário, Leonilson, Tunga, Waltercio Caldas, Letícia Parente, Rosana Palazyan e Anna Bella Geiger.  Esses artistas que marcaram um período da produção nacional juntam-se à recente e vibrante produção contemporânea de nomes como Adriana Varejão, Ana Miguel, José Damasceno, Marcos Chaves, Nazareno, Sonia Gomes, Rodrigo Mogiz, entre outros. A mostra Aquilo que nos une trata da delicadeza, da sensibilidade da alma, das questões que estão à flor da pele. O que amarra o conceito desta compilação é muito mais do que uma linha, é criação de sentidos. É mais do que costura, é  todo um processo.

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Obra 1, 2,3 de Ana Miguel

O linho e o algodão, a fotografia, o video, a chapa de metal, a madeira, o plástico, o gesso e o cristal dão estofo à narrativa, amarram questões e histórias que são de todos, mas que cada artista desenvolve na sua linguagem única. “O que todos esses artistas fazem é produção de imagem, de signos e de linguagem. Esta exposição reflete uma linha de pesquisa estética contemporânea – a junção da arte e da manufatura. São fios que conduzem histórias e narrativas visuais, bordados que constituem estratégias, jogos de dilemas e tragédias, de almas e de fissuras.  Os artistas convertem o desenho em bordado e a costura em fio condutor de ideias. Agulha e linha são os elementos deflagradores de imagens conferindo espessura de sentido ao imaginário”, finaliza a curadora Isabel Portella. A expô fica em cartaz até 14 de maio na Caixa Cultural São Paulo.

CAIXA Cultural São Paulo
Praça da Sé, 11, Centro, São Paulo.
T (11) 3321 4400
Até 14 de maio de terça-feira a domingo das 9h às 19h

 

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