Tudo no seu tempo.

De como surgiu a ideia de ocupar a única casa que Vilanova Artigas projetou para si próprio, em 1949 – e de como vamos usá-la para escrever o futuro com GIZ, junto com você.

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Equipe GIZ na casa Artigas: da esquerda para a direita, Talita De Nardo, Rodrigo Braulina, Anderson Farinelli, Anderson Miguel, André Rodrigues, Vinícius Diefenbach, Adriana Oliveira, Kaique Paes, Wair de Paula, Ana Paula de Assis, Lais Piotto Gomes, Iara Aurora e Allex Colontonio

O tempo nos ajuda a entender quando e como as coisas devem acontecer. Pode soar subjetivo, mas não é. Passei a infância rodeando a Rua Barão de Jaceguai, a pouco mais de um quarteirão da casa de meus pais, e esta obra do Artigas sempre me intrigou – era um desenho estranho, ninguém entendia direito se alguém morava ali ou não, com paisagismo grandioso e fachadas em vidro.

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Allex Colontonio: o publisher e diretor editorial da GIZ

Ao longo dos 64 anos desde sua construção (em 1949), a paisagem urbana do bairro foi transformada, dando espaço a arranha-céus, comércios e uma atmosfera que converteu a área em endereço predominantemente residencial.

Moradora daqueles entornos desde os 6 anos de idade, acompanhei parte da mudança de perto, já com o DNA de arquiteta e urbanista borbulhando em minhas veias.

Anos mais tarde, na faculdade, tive Julio Artigas como orientador da minha tese de graduação. Uma experiência que determinou muitas das minhas escolhas. Fui depois estudar em Barcelona, na Espanha, em uma turma de urbanistas paulistanos e catalãos que me fizeram compreender (e valorizar) o desafio de revitalizar e restaurar um patrimônio histórico. É preciso cautela e delicadeza para reintegrar um edifício de importância pública ao traçado da cidade para que ele volte a interagir com a urbe.

Surgia ali em mim a vontade genuína e o sonho de exercer a arquitetura como meio de conexão entre o público e o privado.

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Talita De Nardo, publisher e diretora administrativa da GIZ

Quando a GIZ nasceu, sabíamos que o projeto precisava se materializar em um espaço que fosse mais do que um escritório corporativo nos moldes de uma startup do Vale do Silício. Mais do que uma sede para nossa Redação, este projeto busca a integração do público com o privado, um exercício arquitetônico e urbanístico ainda pouco praticado por nós, brasileiros. Um espaço que traduz o espírito do Modernismo em sua essência mais pura – e que agora nos permite interagir com a arquitetura de Vilanova e usufruí-la.

São espaços como a Casa GIZ que traduzem aspectos de forma e função da arquitetura, onde a transformação de um bem tombado passa a se conectar com o bairro, num espaço de convívio entre arquitetos, designers, jornalistas e, por que não, com todas aquelas pessoas que, como eu, um dia passaram curiosas por ali.

Este já é o legado da GIZ para a cidade, para o País e para todos vocês. É também a realização de um sonho pessoal. Um espaço conceitual e compartilhado, revitalizado, que materializa nos dias de hoje as lições que aprendi com o mestre Artigas. Tudo no seu tempo.

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O jornalista André Rodrigues, diretor de Redação da GIZ

E veio aí a GIZ…

GIZ é o traço, o draft, o rascunho, o pensamento tomando forma – aquilo que nos diferencia de máquinas e maquetes renderizadas. O projeto nasceu, em parte, da minha visão de arquiteta, mas também das minhas necessidades tanto como empresária quanto como leitora (sempre fui apaixonada por revistas). Seja na hora de encomendar uma pesquisa às estagiárias do meu escritório ou de consultar um veículo do mercado, percebi um gap entre os veículos existentes e tive o insight de criar um portal realmente completo, dinâmico, eficaz, que funcionasse tanto quanto manual de informações, guia de serviços, galeria dos principais articuladores do circuito, quanto como fonte de inspiração e entretenimento. Quando comecei a verbalizar a ideia aqui e ali, o nome mais pulsante da lista era o do Allex – já conhecia o seu trabalho e tinha as melhores credenciais a respeito dele, pelas pessoas mais influentes do mercado. Fui assistir a uma de suas palestras e, ao abordá-lo, a conexão foi imediata. Ele me “chantageou”: “Sou doente por revistas, é o que faço de melhor. E ainda acredito muito em impressos, desde que eles sejam bem cuidados, colecionáveis, com excelência gráfica e editorial. Vamos fazer o melhor portal juntos, mas precisamos de uma revista-artsy para escoltá-lo”, ele dizia. Comprei a ideia e o meu filho Luca, de dois anos e meio, sugeriu o nome involuntária e “epifanicamente” durante uma conversa minha com Allex: “Mamãe, passa o giz”. E a coisa se desdobrou para a Casa GIZ by Artigas, para a campanha “Vem aí GIZ”, para a festa de lançamento e para tudo isso que você tem aqui em mãos agora e lá no gizbrasil.com.br, ao alcance de um clique… O resto, é lenda.