Mont Blanc, grande nome da produção em pedras naturais, estuda para atender às demandas da marmoraria na decoração

Elemento presente há tempos nos projetos de interiores, material vem assumindo formatos e superfícies inovadores

  • 22 dezembro 2017
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Registro de Simone e Amauri Gonçalves, os proprietários da Mont Blanc Mármores

A história da Mont Blanc Mármores e Granitos, umas das principais marmorarias do Brasil, remonta ao início dos anos 2000, e reúne anos de experiência do casal Amauri e Simone Gonçalves na área.

Na verdade, Amauri já trabalhava com isso algum tempo antes de a marca se concretizar como real. “Na Igreja Adventista que frequentava, conheci uma pessoa que trabalhava com granilite. Foi meu começo com obras também”, conta ele. “Mais para frente, nessa mesma igreja, tinha uma pessoa que trabalhava com mármore que precisava de alguém para fazer desenho técnico. Eu, já com meus 17, 18 anos, como tinha feito Senai, fui trabalhar com ele.” A sequência da história inclui uma carreira ascendente de atividades em outras empresas, incluindo as de grande escala.

Arquiteta-Carolina-Maluhy

Foi então que, acompanhado de uma bagagem considerável, Amauri decidiu abrir seu próprio negócio. “Comecei uma empresinha bem pequenininha dois ou três anos antes da Mont Blanc. A Simone ainda nem trabalhava com a gente… Depois disso, fomos para um terreno maior e mudamos de nome. Foi onde a marca começou”, relembra o empresário.

“Não é muito simples”, brinca Amauri quando questionado sobre gerir um negócio em família. “Mas cada um trabalha num setor diferente. Simone, no administrativo e eu, no produtivo, então não batemos muito de frente no dia a dia.” Por enquanto o casal levou o filho do meio, Amauri Jr., para o negócio — ele trabalha na produção com o pai, apesar de estar terminando de cursar Administração e Marketing, porque do que gosta mesmo é de produção e obra.

Nildo-José---Tampo-e-Ilha

Hoje, a Mont Blanc executa e entrega projetos sob medida feitos em pedras ornamentais (mármores, granitos, travertinos, quartizitos e limestones), além de superfícies sólidas fabricadas como Silestone, Caesarstone, Corian e outros, atendendo aos mais diversos tipos de demandas. Conforme explica Amauri, 90% da matéria-prima em si são importados. A manufatura, por sua vez, é totalmente feita na sede em Osasco, na Grande São Paulo.

Os projetos aos quais a marca atende são voltados a residências e lojas de alto padrão e a clientes que, conforme acreditam, buscam a qualidade da mão de obra e do acabamento da marca. “Uma parte da empresa cresceu com base nesta área que nos propusemos a atender. Outra, cresceu atendendo à demanda da classe média em ascensão, que até então nunca tinha pensado em colocar um mármore num hall de entrada, na lareira ou no tampo do lavabo e passou a consumir isso”, comenta o empresário, que há algum tempo, junto à equipe, começou a estudar e trabalhar o nicho do design, segundo ele muito procurado.

Arq.-Gustavo-Julião---Tampo-e-Nicho-de-churrasqueiro---Marmore-Calacatta-Michelangelo

De acordo com o arquiteto baiano Nildo José, a tendência do uso dos elementos naturais na decoração não é uma estética do século 21. “Mas agora o mármore vem sendo utilizado de forma diferente. Antes era em pisos, revestimentos e bancadas. Não acho que vá sair de cena, mas vai ser utilizado cada vez mais de formas inusitadas”, comenta o profissional, que destaca luminárias, tampos de mesa, mesas de encaixe, bandejas, vasos, relógios, paredes, e até obras de arte como novos destinos do material.

Para ele — que tem o calacata paraná e o carrara como mármores favoritos –, não necessariamente o uso do material está atrelado unicamente a estéticas mais contemporâneas. “Podem existir mesas de centro com tampo em mármore em recintos extremamente clássicos”, acredita. Por sua diversidade e beleza praticamente unânime, caiu no gosto das pessoas. “O cliente, quando nos procura, fala que gosta do mármore, mas não fala exatamente onde o quer. A gente que acaba sugerindo em determinados lugares, mas ainda há um certo limitante no mercado, não é tão fácil de achar. Além de a matéria-prima ser cara, a mão de obra também é”, explica. A manutenção é mais delicada: “Como se trata de um elemento natural com poros abertos, as peças têm que ser impermeabilizadas para ter sua qualidade prolongada”, explica Nildo. Mas ele aposta que os mármores vieram mesmo foi para ficar.

Mont Blanc
montblancmarmores.com.br

Nildo José
nildojose.com