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Denilson Machado lança seu 9º livro, “Não me obrigue a fazer sentido”

A publicação, que tem textos assinados pelo publisher de GIZ, reune em 460 imagens agrupadas por afinidade estética o trabalho do fotógrafo nos últimos 15 anos

  • 30 maio 2017

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O fotógrafo Denilson Machado lança seu nono livro sobre fotografias de interiores. Com título sugestivo, “Não me obrigue a fazer sentido” denuncia o caráter artístico e fluido da mais recente publicação do fotógrafo sócio do MCA Estúdio, que é, também, a primeira que assina sozinho — o que já inclui a décima, que está por vir.

“São fotos que não precisam fazer sentido, que não têm função didática”, explica Machado. “As imagens têm apelo estético muito grande e foram feitas por uma questão de beleza, e não de funcionalidade.” As publicações têm coerência no livro não porque fazem parte do mesmo projeto ou têm alguma sequência temporal, mas especialmente porque são similares em termos de luz ou de cor a ponto de suscitar a dúvida sobre se são do mesmo projeto (o que não acontece). “Jader Almeida e disse que o livro tem fotografia e arquitetura, mas é, principalmente, um livro de arte”, comenta o fotógrafo.

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Segundo ele, a obra é uma retrospectiva dos 15 anos de profissão e gerou uma grande reflexão sobre como sua trajetória se traçou e o olhar foi sendo maturado ao longo desse tempo, especialmente nos últimos três anos.”O Aldi [Flosi] falou que esse livro é um relato é uma autobiografia com imagens. É muito eu, realmente, minha maneira de ser e de fotografar. É muito particular.”

A incursão de Denilson Machado na fotografia não foi planejada ou estimulada por influências ao redor. “Eu sempre gostei de fotografia. Era uma paixão minha desde pequeno. De família simples, fui ser comerciante e só então consegui ter minha própria câmera”, diz. Ele começou como hobby e nunca foi assistente de fotógrafo ou estudante de fotografia ou de arquitetura. Foi só depois de muito tempo que o profissional começou, de fato, a fazer da fotografia, ofício. “Fotografar, a parte técnica, acho muito simples. O que é difícil é educar o olhar.”

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Para Machado, o tempo só fez bem. Ele conta que, nos últimos anos, voltou a fotografar para si e a fazer trabalhos autorais, com produções mais artísticas do que didáticas ou comerciais. “Quando eu fotografo arquitetura, para mim, também é arte. Sempre fui admirador de arte e coleciono peças desde 2005, quando comecei por pesquisar e querer aprender. Mas acho que o que mudou dentro desse tempo todo foi essa pegada mais artística.”

Agora, o livro reúne exatamente de modo artsy a experiência de Denilson na especialidade, a qual diz não ter sido ele a determinar — “a fotografia de arquitetura que me escolheu”. São 460 fotos e mais de 400 projetos, majoritariamente erguidos no Rio de Janeiro e em São Paulo, que abarcam também estados como Minas Gerais, Bahia e Paraná e profissionais renomados a exemplo de Arthur Casas, Débora Aguiar, Alex Hanazaki e Guilherme Torres — este com quem trabalha desde 2009. “Pra mim só falta o Isay [Weinfeld]”, comenta ele, que teve 15 clientes só na Casa Cor SP. O projeto gráfico da publicação é do escritório Silvia Girão Design e os textos são do jornalista e publisher de GIZ Allex Colontonio.

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Não me obrigue a fazer sentido
– Capa dura
– 21×29 – horizontal
– 288 páginas
– 460 imagens
– 235 clientes (entre escritórios de arquitetura e lojistas)
– Impressão pela gráfica Ipsis
– 1200 exemplares — dos quais, 200 são edição especial (numerados e assinados embalados dentro de uma caixa de – – madeira pinus com cobre e acompanhados de uma fotografia impressa em 20 cm x 25 cm)
– Papel couché fosco 170g