Projeto das estações do metrô Bahia está na final de prêmio internacional de arquitetura

Do escritório JBMC, trabalho selecionado em “edifícios de transporte” é o único latinoamericano a concorrer no WAF

  • 26 julho 2017

O projeto arquitetônico do Metrô Bahia assinado pelo JBMC Arquitetura e Urbanismo concorre como único representante da América Latina na categoria Transporte do World Architecture Festival (WAF) 2017. O evento, promovido para a celebração do conhecimento, da troca e da inspiração arquitetônicos, condecora os projetos de destaque, construídos ou na planta, em listas (Cívico e Comunidade; Cultura; Centro de Exibição; Saúde; Ensino Superior e Pesquisa; Hotel e Lazer; Residência; Habitação; Uso Misto; Novos e Antigos; Escritório; Produção, Energia e Reciclagem; Religião; Escolas; Centros de Compras; Esporte; Transporte; e Casa de Campo).

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O edíficio de estrutura alumínica abobadada, já celebrado em 2016 pelo prêmio bienal da Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (AsBEA), encontra-se em Salvador, na Bahia. Com cores fortes, a proposta para os prédios é de que as estações sejam visualizadas a grandes distâncias, demandando presença forte na paisagem, como orientação, identificação e atratividade para os usuários. As construções, segundo informações do escritório, favorecem também a iluminação e ventilação naturais garantidas por aberturas nas cúpulas.

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De acordo com informações do escritório, foram projetadas 9 implantações considerando a especificidade de cada localização para inserir as estações típicas. Com o propósito de reduzir ainda mais o tempo de construção e minimizar o impacto das obras na cidade, foi utilizado sistema em telha metálica autoportante e estruturas pré-moldadas de apoio. Sendo assim, a arquitetura desenvolveu um partido, onde 10 abóbodas metálicas são alinhadas e sobrepostas, criando espaços para entrada de luz e ar. Na estação foram previstos apenas dois pavimentos principais e um pavimento técnico. Os dois pavimentos principais — a plataforma e o mezanino —, distanciam-se um do outro por uma altura aproximada 5,90 m. Os blocos das salas técnicas estão separados do volume da estação e com arquitetura singela para valorizar a edificação principal.

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Segundo o arquiteto Emiliano Homrich, que assina o projeto pelo escritório, a proposta é justamente incorporar as estações à vida da cidade e à cultura local. “Quando conseguimos realizar esse conceito, o metrô passa a ser visto como patrimônio de todos”, destaca. Mais do que integrar a paisagem e unir contemporaneidade e memória cultural, o conjunto de estações é um legado estrutural de mobilidade urbana na cidade.

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Ao lado do finalista brasileiro concorrem obras como do Terminal Internacional Tom Bradley, no Aeroporto Internacional de Los Angeles, Estados Unidos. No total, projetos de 68 países disputam em 18 categorias. Em 2016, na mesma categoria, o projeto da LightPathAKL – ciclovia elevada de Auckland, na Nova Zelândia – foi o vencedor.O resultado da premiação será anunciado na cidade de Berlim entre os dias 15 e 17 de novembro deste ano.

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